quinta-feira, 3 de março de 2011

O golpe de misericórdia no Democratas


Bruno Naure
A possível saída do prefeito de São Paulo Gilberto Kasab do Democratas está colocando de cabelos em pé os membros mais antigos do partido,  isso porque o prefeito paulistano foi a única liderança do antigo PFL que sobrou em grandes cidades do País.
Kasab nos próximos dias deve definir sua vida politica, noticias dão conta que ele deve sair do DEM e criar sua própria legenda, o Partido da Democracia Brasileira (PDB) e depois fazer sua fusão com o PSB burlando a lei de fidelidade partidária para manter o seu mandato na prefeitura de São Paulo.
Quando o PFL resolveu mudar de nome e colocar à frente o deputado carioca Rodrigo Maia esperava-se que o partido ganhasse novo folego desempenhando um  papel de destaque no cenário politico nacional.
Mas o que se viu não foi isso o DEM na verdade se tornou a sombra do PSDB eu todos os locais administrados pelos tucanos ficando sempre em segundo plano em âmbito nacional.
Nas Eleições do ano passado o partido amargou uma queda drástica no número de deputados eleitos pelo partido na câmara federal, de 65 deputados eleitos em 2006 para 43 em 2010 uma queda de 34% além disso, o DEM elegeu apenas dois governadores o de Santa Catarina, Raimundo Colombo e a Governadora do rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini.
Esses números mostram que o Democratas tentou se renovar,mudar sua cara, mas continua com o pensamento do antigo PFL e pagou por isso perdendo seus eleitores
A saída de Gilberto Kasab pode ser o golpe de misericórdia para acabar com o partido que era formado por integrantes do antigo ARENA da ditadura militar e que durante muitos anos, principalmente no governo FHC, cumpriu papel importante na governabilidade do País.  

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